Se pararmos pra analisar o que conhecemos da história da lingerie, vemos claramente que ela passou, com facilidade, de protetora das partes íntimas à elemento de sedução.
Em princípio, quase sempre escondida, ganharam um ar de mistério. Com o tempo, e as transformações, não só no universo feminino, mas também nas conjunturas políticas e culturais de cada época, a lingerie perdeu seu peso moralista e aceitou seu talento para transgressões.
A julgar pela Idade Média, quando as mulheres não podiam se despir nem para tomar banho, ninguém imaginaria que séculos depois nosso país seria conhecido pelos menores biquínis do mundo, carinhosamente chamados de brasilian brief, no Hemisfério Norte.
As mudanças podem, por vezes, causar confusão. Nos anos 20, por exemplo, os sutiãs eram usados para achatar os seios, criando um visual andrógeno. Já nos anos 50, ganharam generosos enchimentos, em alusão às musas do cinema.
A mudança seguiu firme e, em 1946 (período Pós- Segunda Guerra), o biquíni foi lançado pelos franceses, permitindo, pela primeira vez, que os umbigos fossem expostos.
Duas décadas depois, este seria o mártir da feminilidade; lembrando Joana D´arc, que fez história queimando a peça (que já fora libertadora).
Por fim, nos anos 80, a diva Madonna trouxe de volta os espartilhos, dessa vez, mais como acessório de moda, do que prisão feminina. E foi com o apoio dela, que as lingeries se integraram à moda, aparecendo cada vez mais.
A partir daí, as coleções de lingerie passaram a seguir o calendário fashion, e ter ciclo de vida curto, de acordo com as estações.
Conhecer a história da lingerie, é se aprofundar nos mistérios femininos e entender a beleza de cada época. E é sobre isso que vamos conversar nos próximos posts.

O sofrimento dos espartilhos
Fazendo história!
Fonte: Intimidade Revelada- Uma homenagem aos 40 anos da Hope. Editora Olhares.
Eu quero!