64. #PapoÍntimo com Theo Braga

theo braga

Tem gente que nasce cercada de oportunidades e passa a vida inteira tentando provar que “é só isso”. E tem gente que olha para esse cenário e pensa: “ok, isso pode abrir portas, mas não segura nenhuma delas por mim”. No episódio do Papo Íntimo, a Sandra Chayo recebe Theo Braga para conversar justamente sobre esse tipo de mentalidade: a de quem não quer viver à sombra do sobrenome, nem do conforto, nem do caminho mais óbvio.

Ao longo do papo, ele fala sobre educação (a que funciona de verdade), sucessão sem mimimi, coragem de sair da zona de conforto, exposição na internet (com seus bônus e seus caos) e uma ideia que atravessa o episódio inteiro: legado não cai no colo, se constrói no dia a dia.

Quem é Theo Braga e por que vale a pena assistir esse episódio?

Para começar, Theo Braga é um dos convidados mais jovens do Papo Íntimo. Ele tem 26 anos, é empreendedor, investidor-anjo e CEO da SME (The New Economy). Além disso, é filho do João Kepler, nome forte do empreendedorismo no Brasil — e isso aparece na conversa, mas não como “cartão de visita”. Aparece como contexto de pressão, cobrança e responsabilidade.

Sendo assim, Sandra apresenta o Theo como alguém que poderia ter seguido o roteiro mais fácil. Porém, ele escolheu um caminho mais arriscado: construir a própria história “desde cedo”, errando, acertando, vendendo, quebrando a cara e recomeçando. Ele conta que começou a empreender ainda na escola (vendendo ingressos), depois levou isso para uma plataforma online e, mais tarde, virou produtor de eventos em Maceió.

Em vez de romantizar essa trajetória, ele deixa claro que teve custo real. Teve desconforto, teve choque cultural, teve queda de faturamento, teve um período em que as coisas ficaram “no osso”. E é justamente isso que dá força ao tema do episódio: legado não é discurso bonito, é processo.

O que “legado se constrói, não se herda” significa para Theo Braga?

A frase que dá título ao episódio se conecta direto com a visão do Theo Braga sobre sucessão. Afinal, ele bate bastante nessa tecla: nascer em uma família que construiu patrimônio não torna ninguém automaticamente “digno” daquilo. Na visão dele, o papel do sucessor é elevar o que veio antes — seja dentro do negócio da família ou fora dele.

Dessa forma, ele critica uma postura que enxergou em parte da própria geração: jovens que tiveram tudo na mão, mas preferem viver no automático, sem responsabilidade e sem intenção. Para ele, isso é pequeno. E não é uma crítica genérica “contra jovens”, porque, ao mesmo tempo, ele defende que existe uma nova geração buscando construção, impacto e exemplo positivo.

Além disso, Theo também fala que não seguiu o caminho profissional do pai (ele não entrou para tocar a Bossa do João Kepler). Mesmo assim, ele se cobra por ser evolução. Ele usa a palavra “obrigação moral”, no sentido de trabalhar, construir e gerar valor.

Como a criação dele moldou essa mentalidade de “se vira”?

Um dos trechos mais marcantes do episódio é quando o Theo conta como o pai educou ele em relação a dinheiro e conforto. Então, ele diz que, com 13 anos, ouviu algo bem direto: se quisesse dinheiro, “festinhas” e consumo, teria que se virar. Segundo ele, por muito tempo foi difícil entender essa dureza, principalmente comparando com amigos que tinham tudo “mais fácil” em termos de bens materiais.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que essa educação criou casca. Criou a noção de que “ter vantagem de largada” não substitui esforço, e que a permanência (seja no negócio da família, seja no mercado) exige prova diária.

Sandra até cita o livro do João Kepler, “Se vira, moleque”, e o Theo brinca que o “moleque se virou”.

Por que sair de Maceió e recomeçar em São Paulo mudou o jogo?

Quando Theo Braga conta que foi morar em São Paulo aos 17, dá para sentir o peso do movimento. Ele fala sobre chegar sem conhecer ninguém, com sotaque, e descobrir na prática que existe preconceito e existe bolha. Ele descreve São Paulo como um lugar mais “fechado” para quem vem de fora, com grupinhos formados e pouca abertura.

Mesmo assim, ele diz que foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele. Ele usa uma imagem bem clara: estava confortável “na borda da piscina”, e decidiu se jogar em um lugar onde precisaria nadar.

Ele também comenta que vendeu a empresa de ingressos por um valor que, na época, parecia suficiente para bancar alguns anos — mas São Paulo “come” isso rápido.

O que a pandemia ensinou sobre recomeço, trabalho e humildade?

A pandemia aparece como virada de chave na história do Theo Braga. Ele fala de um jeito bem direto: o faturamento, que vinha do mercado de eventos, foi para zero. E aí ele precisou buscar outros caminhos.

Nesse período, ele menciona a XP e também a aproximação com educação. Ele conta que o Thiago Nigro falou sobre como a educação estava começando a bombar no Brasil, e que esse mercado tinha uma oportunidade grande.

Mesmo não sendo fã do modelo online, Theo puxa para o presencial usando a expertise de eventos, e isso vira parte da construção do que ele faz hoje.

Por que Theo Braga criou a PIB e qual problema ele tenta resolver?

A PIB (The New College) entra no episódio como um projeto ambicioso: uma escola de negócios com proposta de disputar espaço com faculdades tradicionais e formar líderes “para o mercado real”. Segundo ele, a motivação veio de um desconforto com o modelo tradicional.

Ele diz que é fã de universidade e reconhece o valor de conexões e relações que fez por lá. Porém, ele critica o formato que forma gente “para ter diploma”, sem preparar para a vida prática, para os erros e para os desafios emocionais que ninguém ensina.

E aí ele fala algo que dá um rumo bem claro para o projeto: ele quer um lugar em que os conselhos e aprendizados (inclusive os erros dele, de gestão, jurídicos, emocionais) virem metodologia para jovens. Além disso, ele comenta também que quer um ambiente em que ele colocaria o próprio filho para estudar, com segurança de que teria a melhor formação para empreender.

A PIB aparece, na conversa, como uma resposta ao que ele viu: muita gente indo buscar isso fora do Brasil, enquanto o próprio Brasil é diverso, culturalmente rico e cheio de oportunidades práticas de aprendizado.

O poder do networking

Tem uma parte do episódio em que Theo Braga fala sobre ambiente e convivência, e ele faz isso com uma metáfora: ele diz que, todo dia, você tem “R$ 24.000” na conta — e cada hora custa “R$ 1.000”. Ou seja, cada hora que você investe em alguém ou em algum lugar precisa dar retorno (emocional, de crescimento, de troca real) ou vira desperdício.

A partir daí, ele fala que vale colocar energia em dois tipos de pessoas: quem você ama/te ama (família e amigos de verdade) e quem te paga/te valoriza (clientes, stakeholders, pessoas que veem valor no que você faz).

Aqui, Sandra complementa com um ponto dela sobre o empreendedorismo ser solitário e como trocar experiências encurta caminho.

Por que a exposição digital, segundo Theo Braga, virou vantagem competitiva?

A visão de Theo Braga sobre internet é bem objetiva: na nova economia, pessoas compram mais de pessoas do que de empresas. Ele usa um exemplo citado na conversa sobre campanhas e como, muitas vezes, o “melhor ator” para vender é o próprio empreendedor, porque a mensagem ganha verdade.

Então, ele fala que posicionamento digital gera distribuição, atenção e demanda. E isso pode virar negócio: gente que assiste pode buscar a SME, a PIB, o conselho, pode querer investimento, pode virar parceiro.

Também aparece um recado importante: ele critica conteúdos “negativos” que seduzem jovens (ele cita tigrinho e bets como exemplos), e defende que pessoas com voz deveriam usar essa voz para abrir caminhos, dar conselho e ajudar.

Quem é Theo Braga “na intimidade”, fora do palco?

Por fim, quando Sandra faz a pergunta clássica do Papo Íntimo, o Theo se descreve como visionário, inquieto, alguém que gosta de ajudar e contribuir, e que não se satisfaz com o status atual. Ele fala de família, de sonho de ter filhos, e de construir um legado positivo.

No lado mais cotidiano, ele conta que gosta muito de aprender, que começou a se apegar a um cachorro (o Simba) e que isso até mexeu com a forma como ele enxergou a noiva (ele diz que viu nela um lado “mãe” cuidando do cachorro).

Ele também descreve rotina: acordar cedo, alternar corrida e musculação, chegar cedo no escritório, produzir mais de manhã e “apagar o fusível” por volta das 18h.

No fim das contas, isso fecha bem com o título do episódio: legado não é só o que você fala em entrevista. É o que você repete quando ninguém está vendo.

No canal, você pode também conferir todos os outros vídeos com convidados exclusivos do Papo Íntimo! E, por fim, que tal seguir a página do podcast direto no Instagram – o @papointimo.podcast?

Nos vemos no próximo!

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