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Peeling no verão: pode ou não pode fazer?

Peeling no verão

Se tem uma coisa que a gente ama é cuidar da pele, né? E nos últimos anos, o peeling se tornou um dos procedimentos queridinhos entre quem busca uma pele mais uniforme, lisa e com aquele glow de respeito. Mas, aí chega o verão e vem a dúvida que não quer calar: peeling no verão pode ou não pode?

Foto: Rosa Rafael na Unsplash/Reprodução.

Por muito tempo, a resposta era um sonoro “não!”. Porém, os tempos mudaram, os tipos de peeling evoluíram e os cuidados com a pele também. Hoje, a conversa é outra — e é sobre isso que vamos falar aqui hoje.

Então, se você está pensando em apostar nesse tratamento mesmo com sol e calor, vem comigo entender o que dizem os dermatologistas, quais tipos de peeling são mais indicados, quais cuidados são indispensáveis e o que evitar nessa estação.

O que é o peeling e por que ele é tão procurado pelas mulheres?

Antes de falar sobre o peeling no verão, vale lembrar rapidinho o que exatamente é o tal do peeling. Ele nada mais é do que um procedimento estético que promove a descamação controlada da pele, com o objetivo de renovar as camadas mais superficiais (ou até mais profundas, dependendo do tipo de peeling).

Dessa forma, o resultado é uma pele mais viçosa, uniforme, com poros menos aparentes, menos manchas, menos acne e mais luminosidade. Além disso, sim, ele também ajuda no estímulo de colágeno — ou seja, também atua na firmeza da pele.

Existem vários tipos de peeling: os químicos (feitos com ácidos), os físicos (como a dermoabrasão) e os enzimáticos (mais suaves, feitos com ativos naturais). Então, a escolha do melhor tipo depende do seu objetivo, do seu tipo de pele e da época do ano.

Afinal, pode ou não pode fazer peeling no verão?

A resposta curta: depende.

A resposta completa: depende do tipo de peeling, do seu estilo de vida e dos cuidados pós-procedimento.

Os dermatologistas explicam que peeling no verão não está proibido, mas exige atenção redobrada. Afinal, com o aumento da exposição ao sol, a pele pode ficar mais sensível, com risco maior de manchas ou até de queimaduras se os cuidados não forem seguidos à risca.

Porém, isso não significa que você precisa abrir mão do tratamento. Por exemplo, existem tipos de peeling mais leves que são totalmente liberados durante o verão, desde que indicados por um profissional e seguidos de cuidados certinhos com a pele.

Peeling no verão: quais são os tipos mais indicados?

Essa é a pergunta que mais aparece nos consultórios dermatológicos quando o calor chega. E a boa notícia é que sim, dá para fazer feeling no verão de forma segura — principalmente os que são de baixa intensidade.

Peelings superficiais

São os queridinhos do verão! Utilizam ativos leves, como o ácido mandélico, ácido glicólico em baixa concentração, ou mesmo enzimas naturais. Assim, eles promovem uma renovação suave da pele, com pouco ou nenhum tempo de descamação.

Indicação: melhora da textura da pele, controle da oleosidade, luminosidade e uniformização leve do tom.

Peeling de diamante

É um peeling físico que faz uma microabrasão na camada mais superficial da pele, sem agredir profundamente. Portanto, ideal para quem quer revitalizar sem correr riscos com o sol.

Indicação: limpeza profunda, melhora do viço e estímulo suave de colágeno.

Peelings enzimáticos

Feitos com ativos naturais e enzimas vegetais (como abacaxi ou mamão), eles são bem delicados e ótimos para peles sensíveis.

Indicação: renovação suave, sem irritar, perfeito para manter a pele bonita no verão.

Quais tipos de peeling devem ser evitados durante o verão?

Peelings médios e profundos, principalmente os químicos com ácido retinóico, ácido tricloroacético (TCA) ou combinações agressivas, não são indicados durante o verão. Isso porque eles deixam a pele extremamente sensível à radiação solar e aumentam muito o risco de manchas.

Além disso, se o seu objetivo do peeling no verão é clarear melasmas profundos, tratar cicatrizes mais intensas ou fazer algo mais agressivo, o ideal é aguardar o outono/inverno. Dessa forma, a exposição ao sol é menor e os resultados serão mais seguros.

Quais cuidados são indispensáveis após um peeling no verão?

Seja qual for o tipo de peeling que você fizer, os cuidados no pós-procedimento fazem toda a diferença. Então, quando falamos de peeling no verão, eles precisam ser levados ainda mais a sério. Veja os principais:

  • Protetor solar com FPS 50+ todos os dias, reaplicado a cada 3 horas.
  • Evitar exposição solar direta por pelo menos 7 dias (e mais, se o peeling for mais intenso).
  • Nada de piscina, praia ou sol forte nos primeiros dias.
  • Muita hidratação, tanto com produtos calmantes (como ácido hialurônico e pantenol), quanto com ingestão de água.
  • Evitar maquiagem nas primeiras 24h e não puxar as “pelinhas” caso haja descamação.

Seguindo esses cuidados, o peeling no verão pode sim ser um aliado da sua rotina de beleza — e não um vilão.

Quem pode fazer peeling no verão?

De forma geral, qualquer pessoa pode fazer peeling no verão, desde que:

  • Escolha um tipo de peeling leve e compatível com seu tipo de pele.
  • Esteja comprometida com os cuidados após o procedimento.
  • Tenha o aval de um dermatologista de confiança.

Mulheres com a pele muito clara, sensível ou com tendência a melasma devem redobrar a atenção. Afinal, são mais suscetíveis à hiperpigmentação.

Como saber se a minha pele precisa de um peeling?

O peeling é indicado para quem sente que a pele está opaca, com textura irregular, excesso de oleosidade, poros aparentes, manchinhas de acne ou sinais leves de envelhecimento.

Mas, como cada pele é única, o ideal é consultar uma dermatologista para fazer uma avaliação completa. Além disso, em alguns casos, uma rotina com esfoliação suave e ativos como vitamina C e niacinamida já dá conta do recado — em outros, o peeling entra como um reforço poderoso.

Existe algum risco em fazer peeling no verão?

Se feito sem orientação ou com produtos inadequados, sim. O principal risco do peeling no verão é a hiperpigmentação pós-inflamatória. Ou seja, o aparecimento de manchas justamente por conta da exposição ao sol em uma pele que ainda está sensibilizada.

Também pode haver irritações, vermelhidão intensa e, em casos extremos, até queimaduras. Por isso, jamais faça peeling por conta própria, mesmo com produtos vendidos livremente. O acompanhamento de um profissional é o que garante segurança e resultados reais.

Por que tanta gente ainda tem medo do peeling no verão?

Esse medo vem de uma época em que os peelings disponíveis eram mais agressivos e não havia tanta informação sobre os cuidados pós-procedimento. Hoje, com produtos mais suaves e profissionais capacitados, o peeling no verão já não precisa ser um tabu.

Porém, o receio ainda existe por conta de experiências ruins (principalmente quando feitas sem acompanhamento), ou por falta de orientação adequada. Por isso, informação correta e personalização são tudo, viu?

Portanto, vale bastante conhecer sobre o procedimento, desde que com os cuidados certos e com o tipo de peeling ideal para o seu momento de pele.

Então, se você quer manter a pele linda e saudável, o peeling no verão pode ser seu aliado, sim. Converse com a sua dermatologista, siga direitinho as recomendações, abuse do protetor solar e aproveite os benefícios de uma pele renovada o ano todo!

Foto de Capa: engin akyurt na Unsplash/Reprodução.

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